Safra mundial de vinho deve ser a menor em mais de 50 anos


A produção mundial de vinho este ano pode ser a menor em meio século, depois das safras modestas de uvas na Espanha, França e Itália.

A safra mundial de 2017 deve cair em 8,2% ante a do ano anterior, para 246,7 milhões de hectolitros, o equivalente a três bilhões de garrafas a menos, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Esse seria o total mais baixo desde 1961, de acordo com Jean-Marie Aurand, diretor geral da organização.

"A lógica dita que, no caso dos vinhos de patamar mais baixo, haja mais tensão de preços", disse Aurand. "A época em que existia superprodução estrutural de vinho já passou. O mercado está mais balanceado."

A organização estima que o setor vinícola global vai movimentar cerca de US$ 88 bilhões (aproximadamente R$ 285 bilhões, pela cotação atual). Países nos quais as safras foram grandes, como a África do Sul e a Austrália, provavelmente estarão mais ativos no comércio de vinhos nesta temporada, disse Aurand.

O consumo mundial de vinho em 2017 deve ser de 243,2 milhões de hectolitros, segundo a OIV. A projeção exclui o vinho usado anualmente na produção de bebidas destiladas e de vinagre e para propósitos industriais.

A organização prevê que, com a produção maior dos anos anteriores, haverá estoque suficiente para evitar escassez de vinho e álcool.

IMPACTO DA ITÁLIA

A Itália responde por metade da queda de volume na produção mundial de vinho, e a safra de vinhos do país em 2017 deve ser 23% menor que a do ano anterior. A produção francesa pode cair em até 19%, e a espanhola, 15%.

"O principal motivo é o frio que afetou os vinhedos da Europa Ocidental", disse Aurand. "Se acrescentarmos a isso um verão bem seco, teremos os dois principais motivos para a queda."

A produção de vinho dos Estados Unidos pode cair em 1%, de acordo com estimativa da OIV. O efeito dos incêndios na Califórnia deve ser "muito limitado", visto que a maior parte da safra de uvas já foi colhida e está armazenada, disse Aurand.

O volume de produção na Austrália, quinto maior produtor mundial de vinho, deve subir em 6%, e o da Argentina pode registrar um aumento de 25% neste ano.

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Eduardo Lemos é Contador (CRC 116.256), Administrador de Empresas (CRA 20-69519-5), Pós Graduado em Auditoria e Controladoria, Perito Contábil (CNPC/CFC 5280),  Professor Universitário, Empresário, Empreendedor e Amante de Vinhos e Gastronomia. Clique e saiba +

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